"Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo... " Fernando Pessoa

09
Set 08

And so it is...

 

Quando nos propomos a “dissecar” toda esta teia, todo este enredo que nos compõe, que, por vezes, nos corrói por dentro, e outras vezes nos preenche, há que reconhecer os riscos e enfrentá-los sem medo.

 

Medo... É algo bastante curioso. Se pode nos salvar, sem dúvida muitas vezes nos condena. Condena-nos a existências medíocres. Existências regidas somente por ele. Sujeitamo-nos a trabalhos que, de todo, não gostamos porque temos medo de arriscar, de dar um salto maior, entrar numa jogada um pouco mais arriscada que nos leve ao que realmente queremos fazer. Mas, por outro lado, o medo também nos traz estabilidade, segurança – mais vale um pássaro na mão do que dois a voar. E assim nasce a monotonia.

 

Como encontrar conforto naquilo que somos? Como saber aquilo que somos? Como lutar contra isso, caso seja necessário?

 

Há um momento na vida em que nos apercebemos o que somos, o que queremos. Aí vem, muitas vezes, a verdade dolorosa. Os erros. Aquilo que verdadeiramente somos. E sentimo-nos perdidos. Porque até aí, na nossa busca incessante pela verdade, pela nossa verdade, fomos amealhando peças, aqui e ali. E quando pensávamos que já sabíamos qual era o desenho do puzzle, uma outra peça aparece para mudar toda a imagem. Imagem que ainda está bastante incompleta.

 

A verdade dói. Tentamos vezes e vezes fugir dela, mas temos de ter coragem, enfrentar o tal medo, para a aceitar e usa-la em nosso beneficio. Não é a capacidade de esconder a verdade com a máscara perfeita que nos torna pessoas mais fortes, mas a capacidade de a enfrentar, aceitar e a integrar no que chamamos ensinamentos da vida.

 

A introspecção mexe com muita coisa dentro de nós. Fantasmas, feridas do passado e do presente. Mas, querendo nós sermos pessoas melhores, temos de deixar o medo do lado, e ir a fundo. Saber porquê e como.

 

Viver a vida plenamente exige que estejamos abertos a tudo, a novas experiências, a novas pessoas, a novos mundos. E também exige que muitas coisas sejam deixadas para trás: desilusões, traumas e até mesmo pessoas.

Já fiquei muito tempo fechada no meu casulo. Já abdiquei de muita coisa por causa de terceiros que não merecem nem nunca mereceram que eu deixasse a minha vida para trás por eles. Ninguém nem nada merece.

Tenho os meus medos, não nego. E não são poucos. Mas, depois de tanto tempo a olhar para trás, para o passado, e tanto tempo olhado cabisbaixa, com vergonha de mim, com medo da vida e das pessoas, só quero olhar para a frente. Com a cabeça bem erguida, sem ressentimentos. O que passou, passou. O que virá, ora seja bem vindo! 

 

publicado por Quem ontem fui já hoje em mim não vive às 19:53

comentário:
Ó meu amorrreeeeeeeeee!!! eu nem tenho dado muita atenção aos meus amigos, de tão cansada e perdida que ando! quem disse que praxar caloiros era fácil, nunca deve ter estado duas semanas seguidas, todos os dias a praxar... a minha vida nesta duas semanas têm sido um caos!!! mas agora com um bocadinho de tempo, fui actualizar o meu blog, e vim cuscar o teu e ler os posts que aqui tinhas!!! adorei este teu último post. adoro a tua nova perspectiva em relação à vida!!! não há que ter medo. medo de nada! eu entrei num caminho de auto descoberta, onde ando a tentar encontrar me no meio de muita coisa, não tenho medo de nada, nem de terceiros. caga para aqueles que não te merecem... se visses a minha vida ultimamente parece um filme de terror, com um pouco de novela mexicana à mistura. não tenhas e volto a repetir medo de nada. aproveita o dia que passa. ergue a tua cabeça, o mais alto que consigas... vê sempre o lado positivo, para o negativo já temos muito jornais, e muitas coisas que servem para nos deprimir. acima de tudo sê feliz. beijinhos!
Ana Lúcia a 5 de Outubro de 2008 às 18:04

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