"Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo... " Fernando Pessoa

13
Dez 09

Amor...

 

Muitas vezes aventuro-me a falar disso, de amor. Penso sempre que quanto mais falar, mais percebo do assunto, mas...

 

O que é o amor?

 

O amor é ...uma palavra, usada muitas vezes em vão.

                     um olhar, que transporta mais do que simples palavras.

                     um acto, que fala por si.

                     um negócio.

                     uma ilusão.

                     uma obsessão.

 

                     uma mentira.

                     uma ...dor?

 

                     UMA INCÓGNITA!

 

Mas, mesmo assim, sem saber explicar bem, eu sei o que é amor. É o que se sente quando se ouve uma gargalhada de uma criança, quando se sente o sol matinal a bater-nos no rosto - enquanto ao mesmo tempo se abre aquele sorriso bom -, são mãos dadas com alguém importante na nossa vida, é o beijo de uma mãe ou um pai ao seu filho(a), é uma boa acção...e muito mais!

 

Mas, isso a que damos o nome de amor, como tudo na vida, também tem o seu lado negativo.Traz dor, desespero, lágrimas...

 

O amor é a constante cura e doença.

 

E por mais que digamos que não acreditamos nele, no tal amor, todos queremos senti-lo na sua planitude. Todos queremos a mesma doença, o mesmo desespero, a mesma dor... Queremos estar partidos por dentro, só para que alguém venha, junte as peças todas e nos dê vida outra vez. E queremos sempre que quem nos conserte, seja quem nos quebrou. Sempre...

 

A esses que, tal como eu, têm um coração congelado pelas mil e uma razões, só poderei dizer uma coisa. Não sei o dia de amanhã. E sim, não acredito que alguma vez sofrerei da tal doença, apesar de, como todos, desejar senti-la (para depois me arrepender de a ter desejado).

 

Mas...

 

Nunca digas nunca. :)

Não mandámos na roleta russa.

publicado por Quem ontem fui já hoje em mim não vive às 04:27
música: Lykke Li - Possibility
tags:

27
Out 09

 

        "É preciso correr riscos, dizia ele. Só percebemos realmente o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça.

         Deus dá-nos todos os dias - junto com o sol - um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não percebemos esse momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem e será igual ao amanhã. Mas, quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico. Ele pode estar escondido na altura em que enfiamos a chave na porta, pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Mas esse momento existe - um momento onde toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres.

          Às vezes, a felicidade é uma benção - mas geralmente é uma conquista. O instante mágico do dia ajuda-nos a mudar, faz-nos ir em busca dos nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões. Mas tudo isso é passageiro e não deixa marcas. E, no futuro, poderemos olhar para trás com orgulho e fé.

          Mas pobre de quem teve medo de correr riscos. Porque esse talvez não se decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem sofra como aqueles que têm um sonho a seguir. Mas quando olhar para trás - porque olhamos sempre para trás - vai ouvir o seu coração dizer: «O que fizeste com os milagres que Deus semeou nos teus dias? O que fizeste com os talentos que o teu Mestre te confiou? Enterraste-os bem fundo numa cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então, esta é a tua herança: a certeza que desperdiçaste a tua vida.»

          Pobre daquele que escuta as palavras. Porque então acreditará em milagres, mas os instantes mágicos da vida já terão passado."

 

Paulo Coelho, em "Na Margem do Rio Piedra eu Sentei e Chorei"

 

"Na Margem do Rio Piedra eu Sentei e Chorei" é o meu livro preferido de todos os que já li. Fala sobre amor, sobre religião, sobre magia e fé. Mas sobretudo fala sobre a vida. E este é um dos textos que mais gosto. É soberbo. E quero adópta-lo como uma das minhas filosofias de vida.

 

publicado por Quem ontem fui já hoje em mim não vive às 19:14
sinto-me: Happy happy! :D
música: P. Diddy & Faith Hill - Every Breath You Take

28
Ago 09

 

Seremos livres, simplesmente por amarmos essa tal Liberdade. As correntes que nos prendem são criadas por nós e pelos outros, quando o medo da solidão anda à solta.

 

Quero voar sem destino, sem rumo. Simplesmente voar, amar, viver e tudo mais que isso traz agarrado a si. Quero, mas nem sempre posso. Estas correntes... Deliceram-me a carne, restrigem-me a alma. A sonhadora que há em mim protesta constantemente.

 

Mas nada disto importa. Parto quando quero, vou aonde posso. Não preciso de caminhar com os pés. Percorro mil e um mundos na minha mente fértil.

 

E só sei uma coisa, até agora. Algo que desejo ardentemente.

 

Se tiver que chorar, que chore de alegria.

Se tiver que morrer, que morra de amor.

publicado por Quem ontem fui já hoje em mim não vive às 00:25
sinto-me: Happy
música: Sara Bareilles - Between the lines

28
Mar 09


Perdida entre a monotonia dos dias, o tempo não me é escasso. Desenho possibilidades, esboço sorrisos, planeio fugas. Quem me impede? A minha imaginação é livre.

Quem dera que um terço dos prados fertéis da minha imaginação se materializassem à minha frente; que bom seria se o mundo tivesse outras cores. Imagino tal parceria entre mundos tão distintos, e sei. Eu sei que o que peço não faz sentido. A imaginação é algo tão precioso porque se esconde em nós, que nem criança traquina escondendo-se atrás de um tronco de uma árvore. Nós, aldutos, olhamos para a criança, e o seu olhar excitado, encarando isso como uma simples brincadeira de criança. Mas quem poderá alguma vez imaginar o que aqueles olhos vêem? Atrás daquela árvores não está só a criança traquina, está também um outro mundo completamente misterioso e fascinante.

A imaginação é isso, é a criança traquina dentro de nós. A criança só quer ser feliz. E não arranja motivos para o ser, somente o é. E a principal razão para isso é porque a criança não coloca rédeas à imaginação. Deixa-a a correr solta, deixa-a ser livre. A criança ama a liberdade. A criança ama com a maior das facilidades, porque vive, porque é simplicidade.

Como gostava de ser simplicidade... Como gostava de soltar as rédeas à criança que há em mim... Por vezes consigo. Consigo ser feliz, não tendo uma causa para tal. Simplesmente sou.

Quero tanto me perder. Quero tanto que alguém me encontre. Quero me apaixonar. Não pensar no amanhã, não perseguir o que me pode fazer feliz, até esgotar todas as hipóteses. Quero simplesmente ser!



"O amor é o triunfo da imaginação sobre a inteligência. E é assim o amor... E é assim que eu te amo:  sem entender nada, mas imaginando tudo."

 

 

 

publicado por Quem ontem fui já hoje em mim não vive às 02:07
música: Porque não eu? - Leoni

20
Mar 08

 

Quem sou eu,afinal? Tantas e tantas horas percorridas ao som de melodias repetitivas, perguntas retóricas, solidão, incompreensão... Que complexidade! Tanto rio, como choro. Sou a inconstância em pessoa. Na verdade, lá no fundo, sei a verdade. Sei que vivo de teorias, vivo de frases, pensamentos. Sou como uma manta de retalhos,e cada retalho provem dos diferentes recantos da minha mente, do meu ser.

Tanto proclamo todas as magnificas virtudes da solidão e, no fundo, tenho tanto medo dela. Em cada pessoa, vejo uma oportunidade de abandono. Doentio? Talvez. Na verdade, quando estou rodeada de gente sinto-me só. Vejo-me ali, sozinha, a observar a vida à minha volta, e eu sinto-me como um elemento morto em toda esta cena. Porquê? Porquê esta tristeza, este sentimento de abandono? Quantos dias, meses, anos, precisarei mais para descodificar este meu coração, esta minha mente?

Às vezes sinto-me verdadeiramente cansada. Tanto é o turbilhão de pensamentos que me passam pela cabeça... Tantas hipóteses, apostas, observações... Um dia, uma hora que fosse gostaria de ser vazia. De sorrir, só sorrir. Olhar, só olhar. Viver...só viver.

Tudo isto conjugado com esta espera cada vez mais desperançada por aquele, aquele que poderia "varrer" todas estas incertezas, dúvidas, tristezas. Às vezes ponho-me a imaginar, como seria. Eu não seria assim, tão "inatractiva", e ele apareceria. Eu o amaria, assim, despojada de toda a minha complexidade. Simplesmente amaria, ele, suas qualidades, seus defeitos, seu sorriso, sua alma, sua risada, seu olhar. E seria feliz. Talvez... Talvez se amasse alguém a minha cabeça estivesse ocupada, e os "retalhos" voltassem ao seu lugar, sem me perturbar...

 

Gostava de ser eu...sem o ser.

publicado por Quem ontem fui já hoje em mim não vive às 22:12
música: Bleeding love
tags: , ,

10
Fev 08


É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade

publicado por Quem ontem fui já hoje em mim não vive às 04:19

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